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	<title>Reforma Ortográfica – Saiba tudo sobre a nova ortografia</title>
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	<description>Conheça as mudanças estabelecidas na reforma ortográfica. Confira como fica o trema, acento agudo, acento diferencial, acento circunflexo, hífen e muito mais.</description>
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		<title>2012 é último ano de adaptação ao Acordo Ortográfico no Brasile</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 15:46:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último ano de adaptação ao Acordo Ortográfico no Brasil, professores afirmam que neste ano letivo vão cobrar mais o uso das novas normas pelos alunos. Muitos professores reclamam que não receberam treinamento ou orientações das secretarias de Educação sobre a nova ortografia, que ainda provoca muitas dúvidas nas salas de aula. E ainda há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último ano de adaptação ao Acordo Ortográfico no  Brasil,  professores afirmam que neste ano letivo vão cobrar mais o uso  das  novas normas pelos alunos. Muitos professores reclamam que não   receberam treinamento ou orientações das secretarias de Educação sobre a   nova ortografia, que ainda provoca muitas dúvidas nas salas de aula. E   ainda há algumas escolas usando livros não adaptados às novas regras,  em  casos considerados excepcionais.</p>
<p>Em 1990, Brasil,  Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau,  Moçambique, Portugal e São Tomé e  Príncipe assinaram o Acordo  Ortográfico da Língua Portuguesa, mas ele só  passou a valer no Brasil  depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da  Silva o promulgou, em  setembro de 2008. Ficou estabelecido um período  de transição de 1 de  janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012, com o  convívio das duas  normas no país. A partir de 1º de janeiro de 2013, as  novas regras  passam a ser obrigatórias.</p>
<p>O acordo  alterou 0,5% das palavras do vocabulário  comum do brasileiro, menos que  em Portugal, que teve 1,6% das palavras  atingidas.</p>
<p>Professores  de várias regiões do país afirmam que,  desde que o acordo passou a  vigorar, eles passaram a ensinar nas salas  de aula a nova ortografia e  que as mudanças têm sido absorvidas de  maneira gradual.</p>
<p>&#8220;Como este vai ser o último ano de transição, a  matéria vai ser mais  cobrada dos alunos. Até agora eu fiz uma cobrança  muito light, não  descontava pontos nas provas de quem não usasse as  regras novas&#8221;, afirma  a professora Maria Sufaneide, que dá aulas numa  escola estadual da  capital paulista.</p>
<p>Segundo o professor de Português Marcos Fábio, que dá aula no Ceará, educadores e alunos ainda têm muitas dúvidas:</p>
<p>&#8220;Todos nós temos que recorrer ao dicionário, sempre surgem dúvidas, principalmente sobre o hífen&#8221;.</p>
<p>Para  alguns, a mudança não foi tão ruim. Aluno do 1º  ano do Ensino Médio do  colégio particular Visconde de Porto Seguro, em  São Paulo, Gabriel Luna,  de 14 anos, diz que as novas regras são mais  fáceis.</p>
<p>&#8220;Eu achava mais difícil, por causa dos acentos. Logo  que saiu o acordo,  já comecei a escrever usando as regras novas, para  me adaptar mais  rápido&#8221;.</p>
<p><strong>Rio promove treinamento</strong></p>
<p>Para alguns professores, o governo deveria fornecer treinamento específico para os educadores sobre o novo acordo.</p>
<p>&#8220;Muitos colegas que dão aulas de Português têm  dúvidas, que dirá os de  outras disciplinas. Seria interessante um curso  de formação. E não  adianta dizer que vai ter curso online. Se o acordo  ortográfico era tão  importante, deveria haver uma forte preocupação  com a formação de quem  vai transmiti-lo&#8221;, diz Alayr Pessoa Filha,  professora de Língua  Portuguesa do Liceu Estadual Nilo Peçanha, em  Niterói.</p>
<p>No  Rio, o governo do estado afirma que parte dos  professores já recebeu  treinamento sobre o novo acordo, e outra parcela  receberá neste ano. Em  São Paulo, a prefeitura e o governo do estado  afirmaram que treinarão  professores em 2012. E o governo do estado diz  que já fez várias ações  de divulgação sobre o novo acordo para os  professores, além de ter  disponibilizado material sobre o assunto.</p>
<p>O GLOBO  ouviu professores e secretarias de Educação  de vários estados e a  maioria afirma que todos os alunos da rede  pública já está usando livros  didáticos adaptados ao acordo  ortográfico. No Mato Grosso, porém, a  secretaria estadual de Educação  informa que uma pequena quantidade de  livros não adaptados continua  sendo usada em algumas salas de aula de  forma complementar. Isso  acontece quando o total do material didático  com as novas regras não é  suficiente para o número de alunos, devido ao  aumento de estudantes de  uma turma após o recebimento das publicações,  ou para substituir livros  danificados.</p>
<p>&#8220;A direção  da escola fala para trabalhar o acordo  ortográfico no quadro-negro ou  com material fotocopiado. Isso confunde o  aluno. Mas a gente frisa toda  aula as novas normas&#8221;, afirma a  professora Anny Weicler, que ensina  Língua Portuguesa em uma escola  estadual de Cuiabá.</p>
<p>O  Ministério da Educação (MEC), que encaminha livros  didáticos para 99%  das escolas públicas de todo país, afirma que todo  material que enviou  para uso a partir de 2010 para alunos de 1 ao 5 ano  do ensino  fundamental já estava de acordo com as novas regras. Segundo  o MEC,  livros com a nova ortografia começaram a ser usados por  estudantes do 6  ao 9 ano do ensino fundamental em 2011. O ministério  diz que distribuiu  publicações adaptadas para o ensino médio em 2012. A  compra dos livros é  feita a cada três anos e são usados por igual  período.</p>
<p>No  entanto, a distribuição de dicionários escritos  com a nova ortografia  será feita pelo MEC apenas entre junho e setembro  deste ano, para 1  milhão de salas de aula. Mas alguns estados não  esperaram o MEC e já  compraram seus próprios dicionários.</p>
<p>Além de  livros e dicionários, o MEC investiu na  compra de 204 mil exemplares do  Vocabulário Ortográfico da Língua  Portuguesa (conhecido pela sigla  Volp), editado pela Academia  Brasileira de Letras para esclarecer  dúvidas sobre a grafia das  palavras. Todos os exemplares, segundo o  ministério, já foram  distribuídos. Mas isso não quer dizer que eles  estejam sendo usados: há  professores de Língua Portuguesa que garantem  que nunca viram o Volp  nas suas escolas.</p>
<p>Em São  Paulo, alunos afirmam que materiais didáticos  que supostamente estão de  acordo com as novas regras ainda apresentam  palavras na grafia antiga.</p>
<p>&#8220;Os livros estão adaptados, mas nas apostilas ainda  há “erros”  ortográficos, apesar de elas terem um carimbo dizendo que o  material  passou por revisão para se adequar ao acordo. Já vi a palavra  ideia  acentuada, por exemplo&#8221;, afirma Rafael Blessa, aluno do 3º ano do  Ensino  Médio da Escola Estadual Buenos Aires, na capital paulista.</p>
<p>O governo de São Paulo informa que todo material distribuído, no entanto, está de acordo com a nova ortografia.</p>
<p>As  regras ortográficas não são objeto de preocupação  só de estudantes do  ensino regular. Muitas empresas têm  disponibilizado para os funcionários  cursos para que passem a escrever  de acordo com as novas regras.</p>
<p>&#8220;De todas as empresas que nos contrataram para  prestar treinamento de  Língua Portuguesa para funcionários, 80%  solicitaram que incluíssemos um  módulo sobre a nova ortografia. As  empresas estão preocupadas,  principalmente as que têm funcionários que  lidam com o público&#8221;, afirma  Ana Catarina Kretly, gerente de Marketing  da Scritta, empresa que presta  consultoria de comunicação a companhias.</p>
<p>Apesar  de o decreto prever a obrigatoriedade do uso  da nova ortografia a partir  de 1 de janeiro de 2013, ação popular que  tramita na Justiça Federal  pede que o prazo seja adiado. Impetrada pelo  movimento Acordar Melhor, a  ação afirma que a Academia Brasileira de  Letras (ABL) desrespeitou o  acordo assinado entre os países de língua  portuguesa ao fazer alterações  em palavras publicadas no Vocabulário  Ortográfico da Língua Portuguesa  (Volp).</p>
<p>&#8220;O Congresso Nacional teria que aprovar  as  alterações que o Volp apresentou ao acordo&#8221;, disse o professor Ernani   Pimentel, líder do Acordar Melhor.</p>
<p>O acadêmico Evanildo Bechara nega que a ABL tenha desrespeitado o acordo:</p>
<p>&#8220;Se for escrito num sistema ortográfico uniforme, um  livro escrito em  português na Europa, no Brasil, ou na África não  precisa ser atualizado  para ser publicado em outro país&#8221;, afirma.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20120222111050&amp;assunto=106&amp;onde=Brasil">Pernambuco.com</a></p>
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		<title>Cancelamento da edição de abril do Enem é confirmado pelo MEC</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 02:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Ministério da Educação (MEC) confirmou o cancelamento da edição de abril do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que aconteceria nos dias 28 e 29. Estão mantidas, no entanto, as provas do final do ano, em 3 e 4 de novembro. No dia 20 de janeiro, o então ministro Fernando Haddad já havia anunciado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Educação (MEC) confirmou o cancelamento da edição de abril do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que aconteceria nos dias 28 e 29. Estão mantidas, no entanto, as provas do final do ano, em 3 e 4 de novembro.</p>
<p>No dia 20 de janeiro, o então ministro Fernando Haddad já havia anunciado que o governo não tem estrutura para realizar as duas edições. Apesar de a presidenta Dilma Rousseff ter dito que, em 2013, o exame conseguirá ter duas edições, o atual ministro da educação, Aloízio Mercadante não confirmou a informação.</p>
<p>Fonte: <a href="http://ne10.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2012/02/15/cancelamento-da-edicao-de-abril-do-enem-e-confirmado-pelo-mec-327057.php">NE10</a></p>
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		<title>Vigência final de acordo ortográfico motiva nova audiência na Comissão de Educação</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 12:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (13) a realização de nova audiência pública para debater a implementação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que passa a ser adotado em definitivo a partir de 2013 no país. O acordo envolve os países membros da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP). Um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta  terça-feira (13) a realização de nova audiência pública para debater a  implementação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que passa a  ser adotado em definitivo a partir de 2013 no país. O acordo envolve os  países membros da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP).</p>
<p>Um dos propositores do debate, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF)  avaliou que a reforma foi um avanço, porém tímido. Além disso, destacou  que há muitas críticas ao modo como foi conduzida a sua discussão.</p>
<p>- Por isso queremos trazer aqui pessoas que contestam a forma como  foi feito e o que ficou no acordo, e também os que defendem o resultado  como o máximo que se poderia conseguir – salientou o senador.</p>
<p>Assinam o requerimento para a audiência, com Cristovam, os senadores  Paulo Bauer (PSDB-SC) e Ana Amélia (PP-RS). Os convidados serão  posteriormente definidos, assim com a data do evento.</p>
<p>Na discussão, o presidente da CE, senador Roberto Requião (PMDB-PR),  afirmou que o acordo, ao contrário de um avanço, foi um “atropelo”. Ele  se referia à forma como a proposta foi aprovada no Brasil, a seu ver  muito apressada.</p>
<p>A reforma envolve mudanças significativas nas palavras e, em vários  acasos, até na pronúncia, como destaca o texto do requerimento. O  entendimento dos senadores que propõe o debate é de que há necessidade  correções no que foi aprovado, para que se alcance o objetivo original  de fortalecimento da língua portuguesa.</p>
<p>No Brasil, o acordo entrou em vigor em 2009, com quatro anos de  adaptação às novas regras, em que tanto a grafia anterior como a nova  serão aceitas oficialmente. A partir de 1º de janeiro de 2013, a grafia  correta da língua portuguesa será somente a prevista no novo acordo.</p>
<p>Atividades simultâneas</p>
<p>Apenas outro item da pauta do dia foi aprovado, resultando em parecer  pela prejudicialidade do projeto de lei 318/11, do senador Blairo Maggi  (PR-MT), para estabelecer proporcionalidade entre o número de  estudantes beneficiados e o valor da isenção concedida pela União dentro  do Programa Universidade Para Todos (Prouni). Requião se queixou da  falta de quórum para exame dos demais itens, que exigiam decisão  terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com  valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o  projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado  da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados,  encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado  pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo  menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer  da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da  matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. . Mais uma vez,  ele criticou o acúmulo de atividades na Casa, em horários coincidentes,  devido ao excesso de comissões e subcomissões em funcionamento.</p>
<p>Fonte: <a href="http://correiodobrasil.com.br/vigencia-final-de-acordo-ortografico-motiva-nova-audiencia-na-comissao-de-educacao%C2%A0/341938/">Correio do Brasil</a></p>
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		<title>Novo acordo ortográfico ainda encontra resistências e pode ser reavaliado em 2012</title>
		<link>http://www.reformaortografica.net/novo-acordo-ortografico-ainda-encontra-resistencias-e-pode-ser-reavaliado-em-2012/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 19:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O novo acordo ortográfico da língua portuguesa, com regras válidas desde 1º de janeiro de 2009, ainda encontra resistência especialmente por conta das dificuldades criadas e pelo que se pode chamar de incoerências. Por conta dessa polêmica toda, a senadora Ana Amélia (PP-RS) vai solicitar que a Comissão de Educação do Senado (CE) promova no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O novo acordo ortográfico da língua portuguesa, com regras válidas  desde 1º de janeiro de 2009, ainda encontra resistência especialmente  por conta das dificuldades criadas e pelo que se pode chamar de  incoerências. Por conta dessa polêmica toda, a senadora Ana Amélia  (PP-RS) vai solicitar que a Comissão de Educação do Senado (CE) promova  no início de 2012 uma audiência pública sobre o novo acordo.</p>
<p>Enquanto o Brasil deve concluir a implementação do acordo em 2013,  outros países de língua portuguesa enfrentam dificuldades para a adoção  integral das reformas – inclusive Portugal. Uma das providências que  podem ser estudadas pelo Senado é a criação de um grupo de trabalho  sobre o assunto.</p>
<p>Ana Amélia anunciou a audiência logo após se reunir, na segunda-feira  (28), com o professor Ernani Pimentel. Autor de diversas críticas ao  novo acordo ortográfico, o professor criou o Movimento Acordar Melhor  para divulgar suas ideias. Pimentel defende a simplificação das regras,  porque, segundo ele, o novo acordo contém “incoerências, incongruências e  muitas exceções”. Um dos vários exemplos que citou foi a dificuldade  para se compreender quando se deve usar ou não usar o hífen.</p>
<p>De acordo com Pimentel, “nenhum professor de português de nenhum país  signatário é capaz de escrever totalmente de acordo com as novas regras  e, como os professores não têm condições de compreender, os países não  terão condições de implantá-las”.</p>
<p>Pimentel apoia a criação de um grupo de trabalho, no âmbito da  Comissão de Educação do Senado (CE), para discutir o acordo. Ele também  sugeriu que os países signatários criem um órgão similar à Real Academia  Espanhola, que seria responsável pela uniformização da ortografia nos  países de língua portuguesa.</p>
<p>Mercado e soberania</p>
<p>Ao comentar as resistências externas ao acordo, ele lembrou que  alguns países alegam, “com razão”, que as novas regras foram pensadas  somente a partir de Brasil e Portugal, ignorando especificidades  culturais de outras nações de língua portuguesa. Ele também disse que há  uma divisão em Portugal, entre os que defendem o acordo e os que  preferem adiá-lo devido aos interesses do mercado editorial português  (que, dessa forma, não enfrenta a concorrência de livros brasileiros em  seu próprio país e também nos países africanos de língua portuguesa).</p>
<p>Sobre a atuação do Ministério das Relações Exteriores, Pimentel  declarou que “o Itamaraty está correto ao querer a unificação, mas está  errado ao permitir que o interesse político desconsidere as questões  educacionais, pedagógicas e culturais”. “Ao forçar o acordo, o Brasil  está sendo visto como impositor. É importante que haja discussão entre  os países”, avaliou.</p>
<p>Ações judiciais</p>
<p>Segundo Pimentel, o acordo ortográfico que vem sendo implantado  no Brasil contém alterações feitas posteriormente – e sem a aprovação do  Congresso Nacional – pela Academia Brasileira de Letras. Ele afirma que  isso é ilegal e, por isso, entrou com uma ação judicial para exigir que  o Congresso ratifique (ou não) tais mudanças. Além disso, o professor  solicitou na Justiça que o Brasil tenha mais tempo para discutir e  implementar o acordo ortográfico.</p>
<p>Mais confundiu que esclareceu: “brincando” com a nova regra</p>
<p>A editora e revisora Márcia Melo, com 25 anos de experiência em  preparação de textos, consideraque a reforma ortográfica mais confundiu  que esclareceu. Para quemtem conhecimento das muitas regras e exceções  da línguaportuguesa. “Algumas fazem todo o sentido, mas o prejuízo  queacarretam no dia a dia não compensa a mudança dia a dia, porquevocê  para para pensar se é cotidiano ou dia após dia, sem oshífens, e depois  ainda para para pensar se digitamos duas vezes amesma palavra. Mas eu  apoio o apoio que isso significa para auniversalização da grafia das  palavras da língua portuguesa emtodos os países que a adoptam, sobretudo  porque estreita o contactoentre esses povos culturalmente tão próximos,  como os brasileiros eos cabo-verdianos, por exemplo. O duro é aguentar  (leia-se agüentar,ok?) a cara de pau (não, não é uma simples cara feita  de pau, esim duas palavras e uma preposição que querem dizer uma  terceiracoisa, como ‘desfaçatez’) de quem tem feito a defesa da  reformaapenas para engordar o pé-de-meia (nesse caso, por uma  questão’cultural’, os hifens foram mantidos). Tenho pena mesmo édos  brasileirinhos. Como eles vão pronunciar linguiça, já que o’ü’ agora é  do arco-da-velha (cujos hifens ‘culturais’deixam claro não se tratar da  tiara da avó). Vai ser complicadoensiná-los a pôr os pingos nos is e,  mais difícil ainda,convencê-los de que ponto e vírgula não são dois  sinais gráficosseparados, mas sim um sobre o outro. Enfim, é um  blá-blá-blá semfim!”</p>
<p>Fonte:<a href="http://correiodobrasil.com.br/novo-acordo-ortografico-ainda-encontra-resistencias-e-pode-ser-reavaliado-em-2012/335319/"> Correio do Brasil</a></p>
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		<title>Enem 2011: TRF mantém anulação de questões só para alunos no CE</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 14:43:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) decidiu nesta quarta-feira manter a decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), desembargador federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, que anula as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) apenas para os alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE). O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="SearchKey_Text1">
<p>O Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5)  decidiu nesta quarta-feira manter a decisão do presidente do Tribunal  Regional Federal da 5ª Região (TRF5), desembargador federal Paulo  Roberto de Oliveira Lima, que anula as questões do Exame Nacional do  Ensino Médio (Enem) apenas para os alunos do Colégio Christus, de  Fortaleza (CE). O Ministério Público Federal (MPF) entrou na última  sexta-feira com recurso contra a decisão, buscando a anulação das  questões para todo o País.</p>
<p>Por 11 votos a 1, os desembargadores federais que compõem o TRF5  resolveram manter a decisão do presidente do TRF5. Em seu voto, o  relator, Paulo Roberto de Oliveira Lima, lembrou que, nesse processo,  não está em julgamento a anulação das questões para os alunos do  Christus. &#8220;O que se discute é se essa anulação se estende para todo o  Brasil&#8221;. Com a decisão do Pleno do TRF5, as provas serão mantidas na sua  integralidade para os quase 5 milhões de estudantes que se submeteram  ao exame.</p>
<p>&#8220;Como havia dito em minha decisão original, nenhuma solução é de todo  ótima. Mas, diante do erro do próprio Instituto Nacional de Pesquisas  Nacionais (Inep), busco assegurar a justiça para os quase 5 milhões.  Matematicamente, o percentual de alunos prejudicados com essa decisão é  de 0,015%. Esse número, contra os quase 5 milhões que fizeram a prova, é  mínimo&#8221;, defendeu.</p>
<p>Assim, após a ratificação da decisão do presidente do TRF5, o Inep e o  Ministério da Educação (MEC) poderão anular apenas as 14 questões dos  alunos do Colégio Christus. O MPF havia entrado com recurso contra a  decisão por considerar que a prova deixaria de ter isonomia entre os  candidatos.</p>
<p>Anteriormente o MPF conseguiu liminar da Justiça Federal do Ceará para  garantir a anulação das questões para todos os candidatos do País.  Contudo, no dia 4 de novembro, o presidente do TRF5 cancelou essa  liminar.</p>
<p>Fonte: <a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/enem/noticias/0,,OI5473634-EI8398,00.html">Terra</a></p>
</div>
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		<title>Liminar cai e itens do exame do Enem são anulados só para 639 alunos</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 17:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os 13 itens cancelados na última segunda-feira para todo o País serão desconsiderados apenas de alunos do Christus. Isso modifica a base de cálculo da nota dos estudantes. Diversos protestos de estudantes já foram realizados em Fortaleza após o vazamento das questões do pré-teste. Durou quatro dias a liminar concedida pelo juiz da 1ª Vara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os 13 itens cancelados na última segunda-feira para  todo o País serão desconsiderados apenas de alunos do Christus. Isso  modifica a base de cálculo da nota dos estudantes. Diversos protestos de  estudantes já foram realizados em Fortaleza após o vazamento das  questões do pré-teste.</p>
<p>Durou quatro dias a liminar concedida pelo juiz da 1ª Vara Federal,  Luís Praxedes Vieira da Silva, em favor do Ministério Público Federal  (MPF) para a anulação de 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio  (Enem) em todo Brasil.</p>
<p>Ontem, 6a.feira (04/11), pela manhã, o presidente do Tribunal  Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), desembargador federal Paulo  Roberto de Oliveira Lima, acatou recurso do Ministério da Educação (MEC)  pedindo a derrubada da decisão.</p>
<p>A solicitação foi protocolada na tarde anterior.   Com isso, somente  os 639 alunos do colégio Christus, em Fortaleza, terão os itens  cancelados.</p>
<p>A escola é alvo de investigação da Polícia Federal por ter  distribuído, dez dias antes do Enem, apostila contendo pontos idênticos  ou muito parecidos com o pré-teste aplicado em outubro do ano passado.</p>
<p>“Anular ‘somente’ as questões dos alunos beneficiados não  reestabelece a isonomia. (&#8230;) De outro lado, anular as questões para  ‘todos’ os participantes também não restauraria a igualdade violada.</p>
<p>(&#8230;) Seja como for, a anulação geral também não seria neutra, ou  seja, o resultado do Enem seria afetado, e a lista de aprovados nos  vários vestibulares sofreria alterações mais ou menos significativas”,  argumentou Lima.</p>
<p>O total de itens cancelados, porém, chegará a 14. Em primeira mão, o  MEC confirmou ao O Povo que vai desconsiderar a questão 25 do caderno  amarelo de Ciências Humanas e suas Tecnologias dos concluintes do  Christus.</p>
<p>Até então, o Ministério apenas cogitava a medida, também reivindicada  pelo procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, em âmbito  nacional. Ele protocolou pedido na 1ª Vara Federal. A resposta deve sair  até hoje, 2a.feira (07/11).</p>
<p>“Entendemos que ele tem razão. Na verdade, sempre falamos em 14”, pontua o secretário especial do MEC, Nunzio Briguglio.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.direitoce.com.br/noticias/52406/.html">DireitoCE</a></p>
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		<title>Confira o gabarito do Enem 2011 (oficial)</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 19:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Instituto Nacional dos Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou nesta terça-feira (25) o gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011. Confira o gabarito do Enem 2011: 1º dia: Prova Azul Prova Amarela Prova Rosa Prova Branca 2º dia: Prova Azul Prova Amarela Prova Rosa Prova Cinza Vale lembrar que o númerode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto Nacional dos Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou nesta terça-feira (25) o gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011. Confira o gabarito do Enem 2011:</p>
<p><strong>1º dia:</strong><br />
<a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/01_azul_gabarito.pdf" target="_blank">Prova Azul</a><br />
<a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/02_amarelo_gabarito.pdf" target="_blank">Prova Amarela</a><br />
<a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/04_rosa_gabarito.pdf" target="_blank">Prova Rosa</a><br />
<a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/03_branco_gabarito.pdf" target="_blank">Prova Branca</a></p>
<p><strong>2º dia:</strong><br />
<a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/2-dia-07_azul_gabarito.pdf" target="_blank">Prova Azul</a><br />
<a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/2-dia-05_amarelo_gabarito.pdf" target="_blank">Prova Amarela<br />
</a> <a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/2-dia-08_rosa_gabarito.pdf" target="_blank">Prova Rosa</a><br />
<a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/2-dia-06_cinza_gabarito.pdf" target="_blank">Prova Cinza</a></p>
<p>Vale lembrar que o númerode acertos ainda não define a nota final do participante, já que o Enem é elaborado a partir da Teoria de Resposta ao Item (TRI), um modelo complexo de avaliação que dá pesos diferentes às questões de acordo com o de dificuldade de cada uma delas.</p>
<p><a href="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/enem-20111.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-581" title="_enem-2011" src="http://www.reformaortografica.net/wp-content/uploads/2011/10/enem-20111.jpg" alt="" width="200" height="160" /></a>O número de acertos serve apenas como um indicativo do desempenho do participantes no exame. O resultado do Enem 2011 será divulgado dia 4 de janeiro, quando o Inep vai informar os desempenhos individuais.</p>
<p>Cerca de 4 milhões de pessoas fizeram as provas neste final de semana. No total, 5,3 milhões de estudantes se inscreveram no exame mas, segundo o MEC, a abstenção foi de 26,4%, representando 1,4 milhão de candidatos. O número bateu recordes neste ano.</p>
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		<title>Gabarito do Enem 2011 será antecipado</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 18:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo indica o gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 deve sair ainda nesta terça-feira (25). De acordo com o edital, o gabarito do Enem 2011 deveria ser liberado apenas na quarta-feira (26), mas segundo a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela prova, Malvina Tuttman, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo indica o gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 deve sair ainda nesta terça-feira (25). De acordo com o edital, o gabarito do Enem 2011 deveria ser liberado apenas na quarta-feira (26), mas segundo a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela prova, Malvina Tuttman, as informações podem ser liberadas amanhã.</p>
<p>O Enem 2011 foi aplicado para 3,95 milhões de candidatos no fim de semana. Estima-se 26,4% faltaram às provas.</p>
<p>O tema da redação apostou no gosto da juventude pela internet e nas novas tecnologias: “Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado”. Quem está por dentro dessa vida digital tirou de letra o desenvolvimento do tema. Por isso moçada, fiquem sempre atentos ao que tanto se fala dos dias de hoje, principalmente nos programas televisivos (de toda a ordem), jornais, revistas e internet.</p>
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		<title>Paródias de músicas ajudam alunos a estudar para o Enem e o vestibular</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 15:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Advérbio é a palavra invariável que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio. Modificando o verbo fica assim: o garoto vai cantar, o garoto vai cantar bem.&#8221; O que parece uma aula normal de português na verdade é a letra da música &#8220;Advérbio&#8221;, composta pela banda Sujeito Simples, que desde 2007 tenta difundir no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Advérbio é a palavra invariável que modifica o verbo, o adjetivo ou  outro advérbio. Modificando o verbo fica assim: o garoto vai cantar, o  garoto vai cantar bem.&#8221; O que parece uma aula normal de português na  verdade é a letra da música &#8220;Advérbio&#8221;, composta pela banda Sujeito  Simples, que desde 2007 tenta difundir no Brasil um novo estilo musical:  o rock educativo <em>(veja vídeo ao lado)</em>.</p>
<p>Muitos estudantes costumarm usar músicas para reforçar o estudo para o  Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e as provas do vestibular. O líder  do Sujeito Simples, o publicitário Marcelo Darcini, de 35 anos, diz que  a ideia inicial era publicar uma revista com rimas para ajudar as  pessoas a estudarem, mas acabou se rendendo à música. &#8220;Fui fazer um  concurso, comecei a fazer músicas estudando para memorizar melhor, vi  que dava resultado e comecei a fazer mais músicas”, explica.</p>
<p>Hoje, a banda tem um CD com músicas relativas a elementos da Língua  Portuguesa vendido a R$ 20 pela internet, e prepara um novo álbum para o  fim do ano. O valor da renda serve para cobrir os gastos com a gravação  do disco e a produção da revista com cifras das músicas. “Quem está  comprando mais o material é o professor, mas tem alunos que levaram a  revista para tocar as músicas na classe.”</p>
<p>Outro recurso musical usado por vários professores e alunos de todo o  país são as paródias de músicas famosas, que ganham versões acadêmicas  para ajudar a assimilar o conteúdo da sala de aula. No Instituto Henfil,  em São Paulo, o que era uma pacata aula de gramática pré-vestibular,  por exemplo, acabou virando um show.</p>
<p>Ao tentar manter a atenção dos estudantes, o professor Maurício Araújo,  de 28 anos, decidiu criar paródias de canções conhecidas usando as  regras gramaticais. Chegou a ser tão bem sucedido que já conseguiu fazer  300 alunos cantarem sobre as características do sujeito ao som da  música “Estoy enamorado”, da dupla argentina Donato e Estéfano, que teve  versão em português interpretada pelo cantor Daniel.</p>
<p>&#8220;Quando se trabalha com gramática normativa é muito fácil perder a  atenção do aluno”, explica Maurício, que, além do “Sertanejo do sujeito”  – seu hit mais recente –, criou músicas sobre crase, regência verbal e o  polêmico <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MakR_ETdFgw" target="_blank">“Rap dos pronome”</a>.</p>
<p><strong>Paródias</strong><br />
A música como auxílio ao aprendizado também é usada professores de  ciências biológicas e exatas. Bruno Zeitone, de 28 anos, aplica o método  desde 2007 nas aulas de biologia do Vestibular de A a Z e do Colégio  Curso Kepler, no Rio de Janeiro. Músico amador, ele é membro de uma  banda e hoje já tem 13 músicas sobre diferentes tópicos da matéria, que  pretende gravar para uso dos alunos. Um dos destaques é a balada <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Qb6ooqBhv0k" target="_blank">“Bactéria não tem carioteca”</a>, uma paródia de “Como eu quero”, da banda Kid Abelha.</p>
<p>Segundo Bruno, a ideia surgiu de uma professora de métodos  paradidáticos que ele teve na faculdade. &#8220;Minha primeira experiência com  isso foi uma música que fiz para um seminário da faculdade, o ‘Funk dos  rotíferos’. A professora gostou, inscrevi a música em um concurso de  métodos paradidáticos. Depois de uns dois anos falei ‘acho que vou  tentar aplicar isso no pré-vestibular’”, diz.</p>
<p>No Ceará, o professor de química Idalmir Nunes, de 50 anos, é um  veterano na arte de transformar aulas em shows, prática que aplica desde  antes do ano 2000.<br />
Vindo de uma família de músicos, Idalmir teve a ideia de compor uma  música para ajudar os alunos a memorizar a nomenclatura dos ácidos  depois de ouvir uma canção feita por outro professor.</p>
<p>“Fim uma parceria com um amigo, a música era dele e a letra era minha.  Os alunos gostaram, mas não conheciam a música, então sugeriram usar uma  música conhecida”, explicou o professor cearense, que decidiu então  introduzir canções de Luiz Gonzaga como paródia. Surgiu assim <a href="http://www.youtube.com/watch?v=I9ghHP27yfs" target="_blank">&#8220;O Átomo de Carbono&#8221;</a>, um forró baseado na famosa &#8220;A Feira de Caruaru&#8221;.</p>
<p>Assim como os outros professores, a iniciativa foi bem aceita por  Idalmir e ele chegou a gravar um CD com mais de dez canções em um  estúdio. Ele vendeu as 200 cópias feitas e hoje reproduzir o CD  gratuitamente.</p>
<p><strong>Cereja do bolo</strong><br />
Todos os professores são unânimes em afirmar que a música não deve ser  usada como método único, mas como complemento da aula. “No meu caso, a  música sempre esteve integrada a um método de aula. É a cereja do bolo  de todo o trabalho envolvido na gramática”, contou Maurício, do Henfil.</p>
<p>Idalmir explica que “a aula com música é um recurso pra ajudar, mas não  dá para simplesmente estudar pela música”. Segundo ele, a música não  substitui o professor na sala de aula com a dinâmica que ele tem com os  alunos.</p>
<p>Mesmo sem estatísticas, o resultado eles comprovam na reação dos  alunos. Todos afirmam que ouviram comentários dos alunos sobre como uma  música os ajudou a acertar uma questão em prova ou não cometer erros  gramaticais em uma redação.</p>
<p>“Já vi parte de trás de prova minha onde o aluno copiou a letra da  música. Acontece, mas não é o objetivo, eu faço para poder dar uma  quebrada nas aulas”, conta Bruno. Segundo ele, o impacto real é “puxar o  aluno para dentro, chamar atenção dele em relação ao tópico, é muito  mais eficiente que método decoreba”.</p>
<p><strong>Memória</strong><br />
Ocimar Munhoz Alavarse, professor de avaliação e política educacional  Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), afirma que a  decoreba não é algo ruim, o importante é decidir o que é preciso  memorizar. “Quem não decorou o alfabeto não vai aprender a ler. A  decoreba virou uma expressão pejorativa, que remete às pessoas que  decoram reza e não sabem o que essas coisas significam”, explica.</p>
<p>Para ele, algumas provas já fazem isso e, por exemplo, incluem a  fórmula do cálculo no enunciado da questão. “A fórmula você não precisa  saber, tem que saber usar a fórmula, esse é um aprendizado que você  precisa ter decorado.”</p>
<p>Ocimar alerta, porém, que muitos objetos de conhecimento são  apreendidos na memória de curto prazo, em especial os assuntos que  estudantes precisam aprender para o vestibular, e depois são  descartados. “Há um ditado alemão que diz: ‘a nossa formação é tudo  aquilo que fica depois que esquecemos tudo o que podia ser esquecido’”,  afirma o professor.</p>
<p><strong>YouTube<br />
</strong>Os próprios alunos também tomam  iniciativas e criam suas próprias paródias e, assim como muitos  professores, acabam ganhando fama na internet. Um exemplo é o de um  grupo de estudantes do terceiro ano do ensino médio de uma escola do  interior da Bahia.</p>
<p><em>Veja ao lado reportagem do Jornal da Globo de 31/8 sobre o vídeo<br />
</em></p>
<p>Em agosto, ao buscar uma solução criativa para decorar fórmulas de  geometria e calcular a área de um cone, eles pegaram o trabalho de  escola proposto pelo professor de matemática e <a href="http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/08/alunos-do-ensino-medio-dao-aula-de-geometria-em-parodia-de-lady-gaga.html">criaram um clipe paródia de “Telephone”</a>, de Lady Gaga e Beyoncé.</p>
<p>O vídeo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WofecMPc2DQ" target="_blank">&#8220;Área do cone”</a>, produzido durante três dias, já teve mais de 320 mil acessos no YouTube em pouco mais de um mês.</p>
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		<title>Os 35 passos para uma redação nota dez no Enem 2011</title>
		<link>http://www.reformaortografica.net/os-35-passos-para-uma-redacao-nota-dez-no-enem-2011/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 12:43:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[redação enem]]></category>
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		<description><![CDATA[A prova de redação é a única do Enem em que não é possível chutar. Como não existe uma fórmula ou uma receita para mandar bem, é fundamental treinar previamente. Para facilitar sua vida, preparamos uma lista de dicas com a ajuda da professora Liliane Machado, coordenadora de Língua Portuguesa do CEL, e de Francesco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A prova de redação é a única do Enem em que não é possível chutar. Como não existe uma fórmula ou uma receita para mandar bem, é fundamental treinar previamente. Para facilitar sua vida, preparamos uma lista de dicas com a ajuda da professora Liliane Machado, coordenadora de Língua Portuguesa do CEL, e de Francesco Jordani, professor de Redação do terceiro ano da escola.</p>
<p>Dicas para uma boa redação no Enem 2011</p>
<p>1) &#8211; Leia os textos da coletânea com atenção e apreenda o recorte temático efetuado por eles.</p>
<p>2) &#8211; Relacione tais textos com o modo como a proposta temática foi formulada. Lembre-se de que a abordagem do tema na redação deve corresponder às expectativas da banca a respeito do encaminhamento da questão.</p>
<p>3) &#8211; Você pode usar as ideias expostas nos textos da coletânea, mas apropriando-se delas em seu discurso, e não copiando. Tenha, no entanto, o cuidado de não fazer só isso: mostre reflexão pessoal.</p>
<p>4) &#8211; Encare sempre o tema como um problema, ainda que não esteja expresso dessa forma na elaboração da proposta.</p>
<p>5) &#8211; Após compreender o tema e o recorte já efetuado pelos textos de apoio, formule sua tese, ou seja, delimite seu ponto de vista sobre a questão problematizada.</p>
<p>6) &#8211; Em seguida, faça o esquema lógico de seu texto, isto é, busque três argumentos (ou ideias) que desenvolvam sua tese, seu ponto de vista, de modo pertinente, consistente e coerente. Lembre-se de ordená-los de modo a garantir a natural sucessão das ideias, a progressão temática.</p>
<p>7) &#8211; Ao elaborar a introdução, procure apresentar o tema de forma clara e, preferencialmente, apresente desde já a tese. Evite digressões iniciais para que o avaliador perceba com facilidade que o texto se inscreve no tema proposto.</p>
<p> <img src='http://www.reformaortografica.net/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> &#8211; Ao argumentar, lembre-se de que os argumentos se ligam à tese, e essa, ao tema.</p>
<p>9) &#8211; Evite simplesmente descrever ou exemplificar: lembre-se de que tais procedimentos devem ser usados para sustentar o argumento, não valendo como tal.</p>
<p>10) &#8211; Prefira argumentos com o máximo de relevância possível, ou seja, de conhecimento geral, que garantam consenso em torno deles, que não sejam generalizações, opiniões ou falácias.</p>
<p>11) &#8211; A argumentação é o momento de apresentar fatos. O espaço da opinião é a tese defendida e sustentada pelos fatos (argumentos).</p>
<p>12) &#8211; Se necessário, lance mão (no início dos parágrafos) de conectivos e elementos de coesão sequencial (por exemplo: &#8220;além desse fato&#8221;, &#8220;outro aspecto&#8221;, &#8220;no entanto&#8221;, &#8220;como consequência&#8221;, &#8220;por essa razão&#8221;, &#8220;desse modo&#8221; etc.) que esclareçam a progressão temática, sobretudo se achar que o vínculo semântico entre as ideias de cada parágrafo não estiver muito claro.</p>
<p>13) &#8211; Busque usar vocabulário que seja de seu domínio, mas evite coloquialismos.</p>
<p>14) &#8211; A conclusão não deve conter ideia nova, uma vez que é o resultado lógico da reflexão acerca das ideias já apresentadas.</p>
<p>15) &#8211; No caso do Enem, é necessário que sejam lançadas propostas de intervenção na realidade, ou seja, de solução do problema enfocado. Tais propostas serão pontuadas quanto à sua coerência com o desenvolvimento e quanto ao seu grau de especificidade.</p>
<p>16) &#8211; As propostas podem estar apresentadas no corpo da argumentação ou, preferencialmente, na conclusão.</p>
<p>17) &#8211; Não se esqueça de que a argumentação e o lançamento de propostas de solução devem respeitar a diversidade sociocultural, os direitos humanos e as questões relativas à cidadania.</p>
<p>18) &#8211; Faça rascunho e, ao passar a limpo, confira, principalmente, a ortografia, a concordância, a regência (crase) e a colocação pronominal e evite a repetição vocabular.</p>
<p>19) &#8211; Use letra bem legível e não rasure, se possível.</p>
<p>20) &#8211; Não se esqueça de atribuir ao seu texto um título interessante e pertinente ao tema.</p>
<p>21) &#8211; Procure usar elementos coesivos claros e específicos (cuidado com o uso disseminado do &#8220;isso&#8221;, &#8220;por isso&#8221;, &#8220;tudo isso&#8221;).</p>
<p>22) &#8211; Evite influência da oralidade, como nas expressões &#8220;literalmente&#8221;, &#8220;fora de hora&#8221;, &#8220;até porque&#8221;, &#8220;tipo&#8221;, &#8220;sem dúvidas&#8221;, &#8220;pra&#8221;, &#8220;é complicado&#8221;, &#8220;é claro&#8221;, &#8220;acontece que&#8221;, &#8220;por incrível que pareça&#8221; etc.</p>
<p>23) &#8211; Atenção à colocação pronominal: lembre-se de que &#8220;que&#8221; e &#8220;não&#8221; são &#8220;atrativos&#8221; do pronome (&#8220;que se disse&#8221;, &#8220;não se disse&#8221;). Lembre-se também de que não se começa frase com pronome oblíquo.</p>
<p>24) &#8211; Atenção à regência dos verbos e nomes, principalmente quando se usa o &#8220;que&#8221; (&#8220;momento em que&#8221;; &#8220;filme a que se assistiu&#8221; etc).</p>
<p>25) &#8211; Cuidado com a repetição vocabular e de conectivos como &#8220;porém&#8221; e &#8220;pois&#8221;. Aliás, evite começar período com esses conectivos;</p>
<p>26) &#8211; Evite utilizar modalizadores que expressem julgamento tais como &#8220;infelizmente&#8221;, &#8220;lamentavelmente&#8221;, &#8220;obviamente&#8221;, &#8220;curiosamente&#8221; etc.</p>
<p>27) &#8211; Não se esqueça: embora creem e veem tenham perdido acento, têm e vêm, na 3 do plural continuam acentuados.</p>
<p>28) &#8211; Respeitem as funções anafórica e catafórica do esse (e flexões) e do este (e flexões), respectivamente.</p>
<p>29) &#8211; Prefira o ele/ela, se o elemento coesivo for sujeito, em vez de &#8220;o mesmo&#8221;/&#8221;a mesma&#8221;, que soam deselegantes.</p>
<p>30) &#8211; Lembre-se de que exemplo não é argumento. A exemplificação é estratégia para dar consistência e clareza ao argumento, mas não basta por si só.</p>
<p>31) &#8211; Atenção à confusão entre &#8220;afim&#8221; (semelhante) e &#8220;a fim&#8221; (ter por finalidade).</p>
<p>32) &#8211; Não use &#8220;algo&#8221; de maneira indiscriminada (em vez de &#8220;coisa&#8221;, usa-se &#8220;algo&#8221;), gerando imprecisão e demonstrando pobreza vocabular.</p>
<p>33) &#8211; Cuidado com a legibilidade do seu texto.</p>
<p>34) &#8211; Evite imprecisões como o &#8220;etc&#8221;, &#8220;assim por diante&#8221;, &#8220;outros mais&#8221;.</p>
<p>35) &#8211; Cuidado com o uso da vírgula para separar sujeito de verbo, sobretudo quando o sujeito é longo.</p>
<p>Fonte: <a href="http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/09/22/os-35-passos-para-uma-redacao-nota-dez-no-enem-2011-925420598.asp">Globo.com</a></p>
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