Reforma Ortográfica: alguns acentos diferenciais permanecem
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De fato, o Acordo Ortográfico tem trazido ainda muita confusão. Como a maior parte dos acentos diferenciais realmente desapareceu, a tendência das pessoas é imaginar que todos tenham sido suprimidos.
A verdade, porém, é que dois deles permaneceram exatamente como eram antes da reforma: “pôr”, a forma verbal, continua recebendo o circunflexo que o distingue da preposição “por”, e “pôde”, forma de pretérito perfeito do verbo “poder”, mantém o acento em oposição à forma de presente do indicativo (“pode”).
Também foram mantidos os acentos das formas de plural do presente do indicativo dos verbos “ter” e “vir” (eles têm, eles vêm) e do “porquê” na condição de substantivo (em oposição à forma “porque”, que funciona como conjunção).
Dessa forma, nada mudou em frases como as seguintes: “Vai pôr [colocar]os livros na estante”, “Caminhava por [preposição] estradas tortuosas”, “Não pôde [passado] ir à reunião ontem”, “Hoje ela não pode [presente] sair cedo”, “Eles têm [plural] medo do futuro”, “Ele tem [singular] muita sorte”, “Eles vêm [plural] para cá todos os anos”, “Ele vem [singular] aqui de vez em quando”, “Não se sabe o porquê[substantivo]de sua decisão”, “Tomou aquela decisão porque [conjunção] foi pressionado”.
A palavra “forma” agora pode ter o acento ou não quando a pronúncia do “o” é fechada. Assim, pode-se escrever “a forma de bolo” ou “a fôrma de bolo”. Por estranho que pareça, o acento é facultativo. Recomenda-se o seu uso, porém, apenas nos casos de possível ambiguidade.
Quero pôr minha filha mais nova lá.
Fonte: Uol Educação (Por Thaís Nicoleti)
Última atualização: 25/07/2011
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