Reforma Ortográfica tem muitas exceções
14.02.2009 | Atualizado 14:15hs
Diversas palavras que eram acentuadas, como assembleia, ideia e apoio, com a Reforma Ortográfica perderam o sinalzinho. Mas ele continua nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas, como em constrói, herói papéis.
Outra regra antiga que permanece é a acentuação de palavras com o ditongo aberto EU, como em chapéu, véu, ilhéu e céu.
Outra velha regra é a dos acentos diferenciais. Não existem mais acentos diferenciais em palavras como para, do verbo parar, pela, do verbo pelar, pelo, pequeno cabelo, a fruta pera, e polo, sinônimo de extremidade, como Polo Norte. Mas eles continuam no verbo poder e no verbo pôr: Ele pôde pôr algum dinheiro no banco. Nos dois primeiros, o acento continua, já o segundo por não é verbo, é a preposição POR, que nunca teve acento.
Muitas palavras compostas, que tinham hífens separando o primeiro elemento do segundo, como autorretrato, antirrugas, ultrarromântico e suprarrenal, agora são escritas sem a separação, dobrando a consoante. A exceção é para as palavras cujo primeiro elemento termina em R e o segundo começa com a mesma letra, como hiper-realista, inter-racial, super-resistente.
Quando escrevi a palavra chapéu, lá em cima, lembrei que muita gente erra quando a coloca no plural. Um chapéu, dois chapéus, é o correto. Chapéis são apenas para as cabeças de pessoas com orelhas muito grandes, que acham que estudar não vale a pena, se recusam a ler jornais e, na hora de conversar uma coisa séria, saem de fininho porque não têm assunto. O pior ignorante é aquele que quer permanecer na ignorância, na burrice.
Fonte: ComuniWEB (http://www.comuniweb.com.br/?idpaginas=20&idmaterias=399455)
Última atualização: 24/07/2009




